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OLHO EXATO

1.

olho na pedra

não viu a queda.

Antes dentro do tempo,

o sol, os telhados da Lapa,

os bondes sobre os arcos,

os fios telegráficos,

as sirenes abrindo espaços no trânsito.

Ainda assim, o olho engolindo Lapa,

os telhados, a multidão passando indiferente

na calçada, os arcos, o olho grande e os

cabelos continuam revoltos no vento.

2.

depois,

diante do dia: o sangue,

diante do espanto, o medo;

da janela, o grito,

no jornal, o título -

MORTE OU SUICÍDIO?

3.

na calçada, a chaga,

a cabeça aberta.

Na avenida, a multidão procura

um nome.

4.

entre o olho,

a vil palavra

se desculpava

e o morto-vivo

sem documentos/ou nome,

é a Lapa em luto

neste olho exato,

disforme fruto.

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Publicado em

Fabulação, João Pessoa, n. 4, ago. 2003, p. 39-40.

© Copyright by Políbio Alves, 2003

Foto: Geraldo Profeta Lima

Midi: Fantasia (Chopin)

LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998

No curso de um breve movimento cultural em defesa do sítio histórico rua Gabriel Malagrida - conhecido como Beco da Faculdade - (João Pessoa - PB - Brasil), dois participantes e amigos mandaram-me textos sobre o Padre Gabriel Malagrida, cuja atuação, no Brasil, foi de grande importância - Elizabeth Hazin - Evandro da Nóbrega
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