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ESPAÇO dos AMIGOS Políbio Alves |
OLHO
EXATO |
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1. olho na pedra não viu a queda. Antes dentro do tempo, o sol, os telhados da Lapa, os bondes sobre os arcos, os fios telegráficos, as sirenes abrindo espaços no trânsito. Ainda assim, o olho engolindo Lapa, os telhados, a multidão passando indiferente na calçada, os arcos, o olho grande e os cabelos continuam revoltos no vento. |
2. depois, diante do dia: o sangue, diante do espanto, o medo; da janela, o grito, no jornal, o título - MORTE OU SUICÍDIO? |
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3. na calçada, a chaga, a cabeça aberta. Na avenida, a multidão procura um nome. |
4. entre o olho, a vil palavra se desculpava e o morto-vivo sem documentos/ou nome, é a Lapa em luto neste olho exato, disforme fruto. |
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Publicado em Fabulação, João Pessoa, n. 4, ago. 2003, p. 39-40. © Copyright by Políbio Alves, 2003 Foto: Geraldo Profeta Lima Midi: Fantasia (Chopin) |
No
curso de um breve movimento cultural em defesa do sítio histórico
rua Gabriel Malagrida - conhecido como Beco da Faculdade - (João
Pessoa - PB - Brasil), dois participantes e amigos mandaram-me textos
sobre o Padre Gabriel Malagrida, cuja atuação, no Brasil,
foi de grande importância -
Elizabeth Hazin - Evandro
da Nóbrega |