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CARTAS DE GILBERTO FREYRE

Projeto ATELIÊ DE JOSÉ LINS DO REGO

Série: Correspondência passiva - Subsérie: Cartas de Gilberto Freyre - Código do projeto: AJLR - Código dos documentos: CP-GF

 

Apresentação - Cartas de Gilberto Freyre (catálogo) - Marca de GF - Bibliografia

UM INSTRUMENTO DE PESQUISA

Sônia Maria van Dijck Lima

E as memórias em carta têm um valor de veracidade maior que o das memórias guardadas
em segredo para revelação secular futura.
É que o amigo que recebe a carta pode controlar os casos e almas contadas.

(Mário de Andrade, carta a Sérgio Milliet, 1940)

Como todo projeto de pesquisa, o "Ateliê de José Lins do Rego", em execução desde julho de 1988, tem sua dinâmica e uma história para contar. Originalmente, integrou, no Curso de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba, como projeto coletivo, a linha de pesquisa "Arquivo, memória e estudos de génese", de nossa responsabilidade. Desativada a linha de pesquisa na pós-graduação, em consequência de nossa aposentadoria, "Ateliê" passou a figurar, como linha de pesquisa do grupo ARQUIVOS LITERÁRIOS (sob nossa liderança de pesquisa), no Diretório dos grupos de pesquisa no Brasil, banco de dados organizado pelo CNPq1.

Tendo entre seus objetivos a organização e a conservação dos documentos, além da exploração dos materiais em estudos específicos, o projeto sempre esteve interessado na formação de novos pesquisadores de arquivo. Tendo em vista o fato de que do "Ateliê" participaram e participam estudantes universitários, graduados em Letras, Biblioteconomia e História, pós-graduandos em Letras e mestres em Letras, temos certeza de que esses que se preparam para uma carreira de pesquisadores poderão transmitir a outras gerações a preocupação com os testemunhos de nossa herança cultural, pois, no mínimo, estão sensibilizados para a situação dos arquivos e estão orientados para lidar com documentos; a eles foi e tem sido mostrada a validade do estudo de fatos culturais e literários investigados em uma documentação preservada, evitando-se, assim, inferências nem sempre autorizadas pelo texto, mas que se justificam "pelos recheios de erudição", como ensina o mestre José Aderaldo Castello 2 .
Temos a satisfação de oferecer à comunidade de pesquisa mais um instrumento de trabalho, como um dos resultados do projeto: o catálogo das cartas de Gilberto Freyre a José Lins do Rego.
São 116 cartas, correspondentes a um período que vai dos anos 20 até 1956. Não podemos afirmar que se trata de toda a correspondência enviada pelo autor de Casa-grande e senzala ao "menino de engenho". Os documentos aqui apresentados são aqueles que foram entregues pela família Lins do Rego (segundo nos informaram, por dona Naná) para serem guardados, pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba, no Museu José Lins do Rego*.

O pesquisador, ao lidar com cartas particulares, nunca deve perder de vista que está trabalhando com documentos de caráter pessoal, especialmente quando se está diante de uma relação de profunda amizade entre o missivista e seu destinatário. Quem envia cartas pessoais escreve numa relação privada; o discurso obedece apenas às conveniências da confiança e da amizade. Justamente por isso, "através da correspondência é possível também rastrear posicionamento e surpreender momentos em que o remeterte se desnuda para o outro, projetando o que estava escondido ou o que o preocupava no momento”, como ensina Matildes Demétrio dos Santos3, para completar, em seguida: "Deste modo penetrar na intimidade das cartas alheias é esbarrar permanentemente no inesperado"4. Para Marcos Antônio de Moraes, as cartas, "no constante movimento de afirmação do discurso presente, conseguem esboçar tanto um possível retrato quanto a máscara desejada."5
Por isso mesmo o estudo de correspondências reveste-se de especial importância para a pesquisa histórica, para os estudos biográficos e mesmo para a crítica literária. As cartas conservam testemunhos de processos históricos, experiências de vida e revelam a trama das relações políticas, culturais e literárias, não só entre os diretamente ligados à documentação específica, mas, inclusive, entre os outros que nelas estão mencionados; na medida que trazem referências a outras personalidades, noticiam atuações individuais, traduzem, quase sempre, atitudes criticas do remetente e do destinatário.
As cartas de Gilberto Freyre a José Lins do Rego são parte do diálogo entre companheiros de ofício. Nesses papéis ecoam temas que atravessam o interesse da intimidade familiar até a publicação, no Brasil e no exterior, da obra de ambos os diretamente envolvidos nessa relação epistolar. Gilberto Freyre noticia sua atuação no estrangeiro, trata de problemas políticos, fala de intelectuais amigos comuns, cobra honorários resultantes de textos publicados, deixa que revisitemos suas fases de abatimento em alguns momentos difíceis de sua biografia de intelectual de reconhecido valor e, finalmente, cumprimenta o amigo pela consagração como imortal na Academia Brasileira de Letras. Está nesses papéis uma das notícias remotas sobre A bagaceira, romance mencionado, em carta de 1924, com o título Bagaceira, assim como se tem notícia acerca da organização do Livro do Nordeste, do trabalho de preparação de Casa-grande e senzala e da "Coleção Documentos Brasileiros", cujo primeiro volume é Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda. Tomando de empréstimo as considerações de Marcos António de Moraes acerca das cartas de Mário de Andrade, poderíamos dizer dessas de Gilberto Freyre a José Lins do Rego: "No diálogo que aí se estabelece, logra-se divisar uma ambiência, os interlocutores, o debate de idéias e a evolução intelectual dos missivistas configuram-se como um todo coerente e organizado, apresentando, virtualmente, à maneira dos romances epistolares, trama fíccional."6
Pode-se notar: trata-se de material com preciosas informações. Seu arranjo no conjunto do acervo exigiu atenção da equipe. Adverte Silvana S. Santos: "A organização de uma biblioteca/ arquivo privado é extremamente peculiar e implica uma visão multidisciplinar. O processamento e tratamento desse material foge à simples aplicação das técnicas de biblioteconomia e arquivologia. É necessário o envolvimento da história, da sociologia, das letras, enfim conhecimentos inter-relacionados que permitam uma leitura mais abrangente do acervo a ser tratado"7.
As cartas de Gilberto Freyre constituem uma subsérie dentro da série CORRESPONDÊNCIA PASSIVA de José Lins do Rego. Estão numeradas e organizadas em ordem cronológica. Sua identificação no arquivo se faz pelo código da série e da subsérie: CP-GF. Os documentos estão acondicionados em pastas e protegidos em embalagens especiais.
Ainda que não tenhamos alcançado uma otimização interdisciplinar, recorremos, para melhor decifração dos conteúdos, a uma bibliografia indicada no final deste volume e a estudiosos que, generosamente, nos prestaram esclarecimentos, cujos nomes estão devidamente declinados no local apropriado.
Em notas de pesquisa (NP), procuramos prestar alguns esclarecimentos. Todavia, um arquivo privado pode parecer uma teia de relações pessoais, intelectuais e profissionais; e é exatamente desse caráter que resulta a necessidade de sua organização catalográfica, para a elaboração de instrumentos que possam orientar o consulente; por isso, recomendamos, para uma leitura mais completa dos laços e da atuação de José Lins do Rego e Gilberto Freyre, no contexto histórico, a consulta aos catálogos anteriormente produzidos pelo "Ateliê de José Lins do Rego"8 e o conhecimento dos originais das cartas sumariamente apresentadas em todos esses guias.
Aos que nos honrarem com sua leitura, pedimos que nos contemplem com críticas e indicações de correções.


NOTAS E REFERÊNCIAS

1. Ver CNPq Diretório dos grupos de pesquisa no Brasil - http://www.ufpb.br - PESQUISA - busca: ARQUIVOS LITERÁRIOS ou LIMA, Sônia Maria van Dijck.
2. CASTELLO, José Aderaldo. A pesquisa de periódicos na Literatura Brasileira. In: NAPOLI, Roselis Oliveira de. Lanterna Verde. São Paulo: Universidade de São Paulo, Instituto de Estudos Brasileiros, 1970, p. 5.
3. SANTOS, Maria Demétrio dos. A correspondência de Mário e a "felicidade" no credo modernista. In: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, Universidade de São Paulo, Instituto de Estudos Brasileiros, n. 36, 1994, p. 96.
4. Ibid., p. 56.
5. MORAES, Marcos Antônio de. Carta, testemunho e biografia. In: AYALA, Maria Ignez Novais e DUARTE, Eduardo de Assis (org.). Múltiplo Mário. Ensaios. João Pessoa. UFPB/Ed Universitária; Natal: UFRN/Ed. Universitária, 1997, p 187.
6.Ibid, p. 188.
7. SANTOS, Silvana S. Acervos privados. In: MIRANDA, Wander Melo (org.). A trama do arquivo. Belo Horizonte: Ed. UFMG, Centro de Estudos Literários da Faculdade de Letras da UFMG, 1995, p. 106.
8. Remetemos a LIMA, Sônia Maria van Dijck et alii. Meu caro Lins: cartas de Olívio Montenegro. João Pessoa: FUNESC, 1994, 61 p.; e Id. Retalhos de amizades correspondência passiva de José Lins do Rego João Pessoa. FUNESC, 1995, 64 p - Atenção: Em breve, estarão disponíveis neste portal.
* Quando o projeto estava em sua última fase de execução, a família de JLR entregou ao Museu José Lins do Rego novo lote de documentos, que não puderam ser catalogados pela equipe do projeto.

© Copyright by Sônia Maria van Dijck Lima, 1997

LITERATURA, POLÍTICA E AMIZADE

Nestor Figueiredo Jr.

Gilberto descia a Rua Nova. Eu já o conhecia de vista.
Disse-lhe apenas: “Chamo-me José Lins do Rego.”
E apertei-lhe a mão. Desde então ficamos amigos. Até hoje
.
(José Lins do Rego, entrevista a Francisco de Assis Barbosa, 18 dez. 1941)

Para uma leitura mais atenta do presente catálogo, convém observar, no conjunto, os temas de maior freqüência no resumo das cartas. Perceberemos, assim, que, direta ou indiretamente, os assuntos se concentram em três principais campos: literatura, seja a propósito de artigos em periódicos, seja através da referência às atividades em torno da publicação de livros; política, quer num sentido amplo ou restrito; e amizade, tanto entre Gilberto Freyre e José Lins do Rego, como em relação àqueles integrantes de seu círculo de atuação e interesse.
São 116 documentos, distribuídos por três décadas: 20, 30 e 40, havendo apenas um cartão da década de 50, guardados no Museu José Lins do Rego. As primeiras cartas de Gilberto Freyre ao amigo são de 1924, logo após a saída de José Lins do Rego do Recife, de volta à capital paraibana, interrompendo, dessa forma, o convívio direto entre ambos, o qual teve início em 1923, quando se conheceram, recém--diplomados.
Portanto, ao ouvirmos falar desse relacionamento, não devemos deixar de ter em mente que essa amizade se manteve, em grande parte, através de correspondência, de noticias conduzidas por amigos comuns, e de encontros esporádicos em eventos de interesse mútuo, em datas festivas ou mesmo em férias. Sobretudo se observarmos suas linhas biográficas, nas quais se verificam vidas bastante atarefadas, em meio a publicações e viagens ao exterior.
A atividade jornalística marcou o inicio de suas carreiras, vindo a constituir, mesmo, grande parte das publicações, principalmente nos anos 20. Desde cedo, quando ainda adolescentes, adquiriram a prática do artigo de jornal, hábito a que permaneceram fiéis ao longo de suas vidas. Reserva este catálogo a oportunidade de conferir essa trajetória, pois, o comentário, a alusão ou a referência a artigos seus e de outros autores são uma constante na documentação aqui apresentada. O mesmo se aplica quando se trata de livros publicados ou em vias de publicação.
Nesse sentido, é que temos as notícias acerca da conferência que Gilberto Freyre proferiu na Paraíba, em 1924, publicada no mesmo ano, sob o título "Apologia pró generatione sua", assim como, já em junho desse ano, registra sua expectativa em torno de A bagaceira, de José Américo de Almeida. Além disso, em alguns momentos, observamos os pedidos de Gilberto Freyre em função de textos para a composição do Livro do Nordeste, parte das comemorações do centenário do Diário de Pernambuco: 1825-19251 .
Lançado no dia 7 de novembro de 1925, o Livro do Nordeste reúne vários colaboradores: Manuel Bandeira (o poeta), Leite Oiticica, Odilon Nestor, Júlio Bello, Fidelino de Figueiredo, Oliveira Lima, Joaquim Cardozo, entre outros. É interessante salientar que os textos solicitados por Gilberto Freyre a José Américo de Almeida, José Lins do Rego e Celso Mariz não aparecem na publicação do Livro.
Em termos literários, o ano de 1926 marcou o primeiro contato do autor pernambucano com alguns nomes importantes do movimento modernista, a saber: Rodrigo Mello Franco de Andrade, Prudente de Moraes Neto, Sérgio Buarque de Holanda, Jayme Ovalle, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira (com quem já se correspondia desde 1925) e Couto de Barros2 ; fato que se deu quando de sua viagem para o sul, a caminho dos Estados Unidos, para representar o Diário de Pernambuco, como delegado, a convite do Diretor do jornal centenário, no Congresso Pan-americano de Jornalistas, realizado em Washington e New York3, conforme algumas das cartas. É dessa viagem a passagem pela Bahia, resultando daí seu poema "Bahia de Todos os Santos e de quase todos os pecados". A propósito de poesia, em 1927, em uma das cartas, comenta o poema de Jorge de Lima "O mundo do menino impossível". E ainda nesse ano, aparecem, em alguns momentos, referências acerca do livro que José Lins do Rego escreveu sobre Gilberto Freyre, mas que não foi publicado a pedido deste4.
Dentro dos interesses intelectuais, está a realização, em 1934, no Recife, do Primeiro Congresso Afro-Brasileiro, mencionado em algumas cartas; estranhamente, em nenhum momento é citado o 1° Congresso Regionalista do Nordeste, realizado em fevereiro de 1926, como também não se tem notícia do "Manifesto regionalista" de 1926, publicado em 19525.
Em algumas cartas, Gilberto Freyre refere-se à "Coleção Documentos Brasileiros", publicada pela José Olympio, tendo sido seu primeiro dirigente, substituído depois por Octavio Tarquínio de Sousa, a partir do número 18.
Dentre os livros mais referidos nas cartas, estão vários de Gilberto Freyre e do autor de Bangüê. Entretanto, outros autores e suas obras também aparecem ao longo dos documentos. No que se refere a periódicos, são mencionados: Era Nova, Terra do Sol, Revista do Brasil, Lanterna Verde, A Manhã, Jornal pequeno, Nouvel âge, La Nación e La prensa, por exemplo.
Vários assuntos de natureza política também estão presentes nas cartas. Gilberto acompanha, no exilio, Estácio Coimbra, governador de Pernambuco, em 1930. Desse fato teremos notícias a partir das cartas de Lisboa e de algumas cidades dos Estados Unidos. E dessa época a gênese de Casa-grande e senzala, cuja redação definitiva foi iniciada no Rio de Janeiro e concluída no Recife 6. Pelo menos em uma carta teremos notícia desse trabalho.
Na candidatura de José Américo à Presidência da República, em 1937, Gilberto Freyre teve participação direta, embora alegando não entender "dessas coisas de política", fazendo considerações em torno da campanha no Recife. Isso para não falarmos das relações conflituosas com o interventor Agamenon Magalhães, mencionadas nas cartas. Em outras cartas, há referências a pressões políticas que o prejudicam na publicações de seus artigos em jornais.
Digno de nota, também, é a política de trabalho que Gilberto Freyre manteve com José Olympio e Cassiano Ricardo. Nessa relação profissional teve alguns contratempos de ordem financeira, freqüentemente referidos em carta. José Lins do Rego, nesse sentido, exerce papel importante, como pode ser verificado nos documentos.
Mas nem só de literatura e política se alimentam as cartas: falam também dos momentos em que Gilberto Freyre refere-se à amizade, já não mais realizada "na delícia dos contactos pessoais". Relembra os passeios pelo Recife, divide com o amigo as aflições, decepções e angústias. Mas é também com esse mesmo amigo que compartilha suas alegrias.
Diogo de Mello Meneses ressalta que a relação entre o sociólogo e o romancista "é decerto uma das grandes amizades na literatura brasileira"7. José Américo de Almeida, em uma de suas crônicas, vai mais longe ao dizer que a mais bela história de José Lins do Rego não é somente "da literatura brasileira, mas das grandes amizades que glorificam um coração humano", e conclui: "A sinceridade que foi a marca de toda sua obra era ainda mais viva nas relações pessoais" . Gilberto Freyre, ao comentar uma carta de José Lins do Rego, de 1952, cita algumas dessas amizades: "Quais os 'amigos verdadeiros', nossos, meus e dele, que então nos restavam? Vários. Dentre os mais antigos, Ulysses, meu irmão, Olívio Montenegro, Cícero Dias, José Olympio, José Américo de Almeida, Antiógenes Chaves, Luís Jardim, Valdemar Cavalcanti, Arnon de Melo. Entre os mais jovens, Odilon Ribeiro Coutinho."9 Em depoimento sobre seu último encontro com o amigo, poucos meses antes de sua morte, no Rio de Janeiro, afirma Gilberto Freyre: "Minha última recordação dele é de uma sua risada quase escandalosa, naquela madrugada de Paris. Com essa risada despediu-se de nós e de Paris. Nunca mais eu o veria."10

NOTAS E REFERÊNCIAS

1. Gilberto Freyre, já em maio de 1924, usava papel timbrado referente à comemoração do centenário do Diário de Pernambuco, em 1925. A seqüência de cartas com esse timbre só é quebrada no doc. CP-GF-22, de 22 set. 1926, quando aparece a marca que foi criada por Gilberto Freyre, segundo Fernando Alfredo, seu filho. Essas duas marcas citadas, juntamente com o timbre do Gabinete do Governador do Estado de Pernambuco, estão nos papéis mais utilizados pelo remetente.
2. Remetemos a CASTELLO, José Aderaldo. José Lins do Rego: modernismo e regionalismo. São Paulo: EDART, 1961, p. 33-34 (Visão do Brasil, 4).
3 . Remetemos a MENESES, Diogo de Mello. Gilberto Freyre, 2. ed. atu. Recife: FUNDAJ, Massangana, 1991, p. 48 (Documentos/ Fundação Joaquim Nabuco, 36)
4. Ibid.,p. 21.
5. Remetemos a AZEVEDO, Neroaldo Pontes de. Modernismo e regionalismo: os anos 20 em Pernambuco. João Pessoa: Secretaria da Educação e Cultura da Paraíba. 1984, p. 149.
6. Remetemos a MENESES, Diogo de Mello, op. cit. p. 68.
7. Ibid., p. 21.
8. Apud COUTINHO, Eduardo F e CASTRO, Angela Bezerra de (org.). José Lins do Rego. João Pessoa: FUNESC; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991, p. 71 (Fortuna Crítica, 7).
9. FREYRE, Gilberto. Vida, forma e cor. Rio de Janeiro: José Olympio, 1962, p. 46.
10. Ibid., p. 46.

© Copyright by Nestor Figueiredo Jr., 1997

LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998

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