Nobles messieurs et belles
dames, je vais vous parler de deux amis brésiliens et camarades de travail. |
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Hermilo Borba Filho (1917 – 1976) et Ariano Suassuna (1927) Sônia Maria
van Dijck Lima |
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Hermilo Borba Filho. Arc. HBF |
Ariano Suassuna. Arc. SvD |
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Engenho Verde, aujourd’hui un hôtel touristique Le premier, Hermilo Borba Filho,
est né à Engenho Verde, dans la ville---
--de Palmares (Pernambuco). * |
Palácio da Redenção –
siège du gouvernement João Pessoa - PB L’autre, Ariano Suassuna,
est né au Palácio da Rendenção [Palais de
la Rédemption], siège du gouvernement de l’état,
à Paraíba, comme la capitale de l’état (du
même nom) était nommée à l’époque.* * Brésil |
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Arc. HBF |
À propos de son origine, Hermilo disait ceci: descendente de uma já
então decadente casta açucareira; dos tempos da opulência,
ouvindo apenas as histórias contadas, às vezes com alegria,
às vezes comicamente, outras com tristeza, sempre melancólicas,
pelos que faziam a minha família... * * O escritor pela sua palavra: a luta por uma arte brasileira e comprometida. Correio do povo, Porto Alegre, 10 jul. 1976, p. 8. Caderno de sábado. Ed. Especial: homenagem a HBF. Montage d’enterviews. |
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Dans son discours de réception à l’Académie de Lettres de Paraíba, Ariano a-t-il affirmé: Posso dizer que, como escritor,
sou aquele mesmo menino que, perdendo o Pai em 30, passou o resto da
vida tentando protestar contra sua morte através do que faz e
do que escreve, oferecendo-lhe esta precária compensação
por sua morte brutal e injusta, e, ao mesmo tempo, buscando recuperar
sua imagem por meio da lembrança, dos depoimentos dos outros,
das palavras que o Pai deixou. * * Discurso de posse do acadêmico Ariano Villar Suassuna, na cadeira n. 35, da Academia Paraibana de Letras, em 9 de outubro de 2000. João Pessoa: Academia Paraibana de Letras, 2000. Hermilo et Ariano se sont rencontrés à Recife. Hermilo était arrivé
à la capitale en 1936. |
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Fondateurs du TEP: Ivan Pedrosa, José Guimarães Sobrinho, José de Moraes Pinho, Galba Pragana (derrière) - José Laurênio de Melo, Joel Pontes, Hermilo Borba Filho, Ariano Suassuna – à l’entrée de la Faculdade de Direito do Recife, 1946. Arc. HBF. |
Le TEP Hermilo, plein d’idées
sur l’art dramatique, dans lequel il avait été initié
quand il était étudiant à Palmares, et interessé
par la valorisation de la culture régionale et par l’auteur
du Nordeste, a inventé des espaces pour la maturation et l’élargissement
de ses conceptions. Em 1946, par exemple, il s’est engagé dans la reprise du Théâtre de l’ étudiant de Pernambuco – le TEP. Pour organiser le TEP, il a réuni Ariano Suassuna, Gastão de Holanda, Lula Cardoso Ayres et Capiba, entre autres. Dans le répertoire, il a travaillé Sophocle, Tchecov, Shakespeare, Ibsen, Garcia Lorca, Hermilo Borba Filho, lui-même, Ariano Suassuna. |
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Ariano Suassuna rappelle son baptême dans le monde de Dionysos: Nos encontramos pela primeira
vez, quando entramos ambos para a Faculdade de Direito, no ano de 1946.
Ali teria início, sob a liderança dele, o importante movimento
do Teatro do Estudante de Pernambuco. Nós íamos para a
faculdade pela manhã, mas a universidade onde realmente se fazia
a nossa verdadeira formação era a casa de Hermilo, na
Rua do Capim, casa onde, à noite, nos reuníamos até
altas horas, conversando, concordando e discordando, brigando e ensinando.
Hermilo, que acreditava demais em mim, metia-me na mão, quase
à força, os livros que achava que ajudariam na minha caminhada.
Foi ele quem praticamente me intimou a escrever a primeira peça
de teatro. * * Movimento, São Paulo, 14 jun. 1976, p. 15. |
Fonte: http://www.digestivocultural.com |
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Je peux dire qu’Hermilo s’est vu pleinement recompensé d’avoir conduit Ariano à écrire la première pièce de théâtre, de telle façon qu’il a dit dans une “Louvação” [Louange]: [Ariano] cria obras, como a
maior parte de nós nunca teve coragem de ser somente um escritor
profissional, mas desde que se revelou, através do Teatro do
Estudante de Pernambuco, transformando-se depois no maior dramaturgo
da língua, seu destino estava marcado: escrever teatro e romance
e escrevê-los como poucas pessoas nesta América Latina.
A Pedra do Reino, que inicia uma trilogia, é com certeza um romance
extraordinário e o Auto da Compadecida continua sendo uma peça
ímpar na dramaturgia contemporânea. *
* Louvação de fevereiro. In: Jaci Bezerra, Leda Alves, Juareiz Correya (orgs.). BORBA FILHO, Hermilo. Louvações, encantamentos e outras crônicas. Recife: Bagaço; Palmares:Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, 2000, p. 213. Diário de Pernambuco, 7 fev. 1974 |
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La première pièce
de théâtre écrite par Ariano, grâce à
l’enthousiasme d’Hermilo, basée sur le romancier
populaire du Nord-Est, a gagné le prix Nicolau Carlos Magno,
crée par le TEP, em 1947: Uma mulher vestida de sol [Une
femme vêtue de soleil]. Pourtant, la pièce
n’a pas été représentée dans cette
occasion – elle a été adaptée et présentée
à la télévision, em 1994, par Rede Globo –
la mise en scène de Luiz Fernando Carvalho. Uma mulher vestida de sol a été partiellement publiée dans la revue Estudantes, à Recife, 3e année, numéro 4. oct. 1948. Une deuxième édition a paru en 1964, à Recife: Imprensa Universitária, 1964, avec des illustrations de l’auteur. Elle a eu une nouvelle édition en 2003, à Rio de Janeiro: José Olympio. |
Rio de Janeiro: José Olympio, 2003. |
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Le TEP s’intéressait surtout à mettre le théâtre à la portée du peuple. Dans la conférence d’ouverture du TEP, Hermilo a souligné:
* BORBA FILHO, Hermilo. Teatro do povo. In: Diálogo do encenador. Recife: Fundaj; Massangana/Bagaço, 2005, p. 27. |
TEP: Ariano Suassuna, Hermilo Borba Filho, Aloísio Magalhães. Arc. HBF. |
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Inspiré par les idées de Lorca, le TEP a d’abord eu la prétention de travailler avec une tente, mais celle-ci s’est vite montrée compliquée et coûteuse, aussi bien pour le transport que pour l’assemblage. Hermilo ne s’est pas decouragé et a emmené le personnel du TEP à des hôpitaux, des usines, des prisons, des écoles, sur des scènes improvisées. C’était dans la période d’expérience de la « tente » qu’Ariano a eu sa première pièce mise en scène: Cantam as harpas de Sião [Chantent les harpes du Sion], au Parque Treze de Maio (Recife – PE), musique de Capiba et mise en scène d’Hermilo, en 1948. La pièce a été récrite en 1958 et a pris le titre de O desertor de Princesa [Le déserteur de la ville de Princesa]. |
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. Cadernos de literatura brasileira. Ariano Suassuna (couverture) |
Longtemps après, je retrouve chez Suassuna une espèce de réaffirmation des mots d’Hermilo lors de l’inauguration de la reprise du TEP : Um escritor nascido no Nordeste,
em Pernambuco, tem que ser fiel ao seu local de nascimento e à
sua comunidade como Rosa foi fiel a Minas. Guimarães Rosa fez
exatamente a mesma coisa que Cervantes. Através do homem mineiro,
ele tratou do problema do ser humano de qualquer lugar; se um japonês
ler aquilo, vai entender, se tiver bom gosto, vai entender, aceitar,
gostar. Então eu acho que é nessa medida que a gente pode
falar no interesse de um escritor, de um artista, seja ele de onde for.
* * Ao sol da prosa brasiliana. Cadernos de literatura brasileira. Ariano Suassuna. São Paulo, Instituto Moreira Salles, n. 10. nov. 2000, p. 37. Enterview |
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En 1952, les activités du TEP ont cessé.
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Hermilo Borba Filho et des artistes du TEP, 1948. Arc. HBF. |
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Le TPN |
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Hermilo, conteur, romancier,
chroniqueur,critique, traducteur, dramaturge, avait une forte personnalité
de leader et son action était celle d’un véritable
meneur culturel. Au TPN, il a gardé fidèlement les idées
fondatrices du TEP et innovantes de la scène à Pernambuco: Anda-se à procura de
argumentos e temos dentro de casa os maiores assuntos, as grandes histórias,
os dramas enormes, cheios de vida, de intensidade, de potência.
O nosso dever é despertar o povo, fazê-lo sentir que é
a origem e que é o fim, que a arte dramática brasileira
encontra nele o seu filão criador e que podemos dar ao nosso
teatro um caminho real, um caminho largo, universalizando esses motivos.
* * BORBA FILHO, Hermilo, Teatro do povo. In: Diálogo do encenador, p. 30. |
TPN - Dom Quixote, de Antônio José, le Juif. Mise en scène: HBF. Acteurs: Germano Raiut et João Batista Dantas. Marionnettes de maître Ginu. Arc. HBF. |
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La culture populaire en tant
que source et modèle de création Sur ce dernier, Idelette Muzart Fonseca dos Santos souligne-t-elle : A relação com
a cultura oral e popular nordestina, em vez de limitar a obra de Suassuna
a um regionalismo ou nacionalismo estreito, incentiva a uma viagem dentro
das culturas brasileiras e universais: a forma dos autos populares e
uma etnocenologia avant la lettre remetem para os instrumentos da catequese
do período dito colonial, que, por sua vez, articulam práticas
medievais e tradições judaicas e árabes. (...)
O nacionalismo afirmado de Suassuna apresenta-se então como uma
busca da diferença, da multiplicidade cultural, e jamais como
exaltação unanimista e nostálgica.
* * O decifrador de brasilidades. Cadernos de literatura brasileira. Ariano Suassuna. São Paulo, Instituto Moreira Salles, n. 10. nov. 2000, p. 97 |
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. Petrópolis: Vozes, 1966 (Diálogo da Ribalta). |
A donzela Joana [La pucelle Jeanne] Fruit des lectures, des recherches
et de la maturation, A donzela Joana, écrite en vers, transpose
au nord-est brésilien les faits de la vierge d’Orléans:
recréée jeune femme humble de l’intérieur
de Pernambuco, avec la mission de chasser les Hollandais, libérer
Olinda et couronner João Fernandes Vieira. La pièce illustre
la résistence à l’oppression des puissants et la
lutte pour la restauration des droits (de citoyanneté, dans le
contexte de la pièce) – or, si cela est arrivé en
France, pourquoi cela ne pourrait pas arriver ici (à Pernambuco) ?...
Écrite en pleine expérience du TPN, A donzela reprend les spectacles et fêtes populaires et ouvre de l’espace aux devinettes et inclut même les conflits entre les cantadores [chanteurs], tel que dans un des moments de l’interrogatoire de Joana: l’enquêteur Penico Branco [Pot de chambre Blanc] lance le défi: Joana: |
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Le fécond dialogue avec les fêtes populaires a été expliqué par Hermilo: Tudo o que de dramático e técnico existe nesses espetáculos foi aplicado a minha peça: antiilusionismo, arbitrariedade, desrespeito às unidades e à verossimilhança – não de maneira forçada ou proposital, mas como resultado da integração com o espírito dramático de uma região, por conseqüência com ressonâncias universais. * * In: A donzela Joana, “oreille”
Hermilo Borba Filho, Leda Alves, Pinto do Monteiro et Zé Macolino – Semana de Cultura [Semaine de Culture] de Sertânia (PE), 1974. Arc. HBF. |
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Dans A donzela, sous le même plan cohabitent des personnages humains, comme Joana et Vieirinha; les marionnettes de l’univers du mamulengo (théâtre de marionnettes): Benedito, Cabo 70, João Redondo, Cassimicoco, Balula; des personnages du bumba-meu-boi, tels que Cantadeira, Caboclo do Arco, Morto-Carregando-O-Vivo; les bergères venues de la Pastourelle, et encore une multitude d’habitants des créations populaires.
Le conquérant hollandais a un nom suggéré par son origine et adéquat au goût populaire: Vão Chope. |
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Les tirades des personnages
sont cueillies de la pastourelle, du mamulengo et d’autres spectacles
populaires. En tant qu’œuvre dévoratrice de diverses manifestations culturelles, comme principe de son écriture, A donzela va jusqu’à la construction d’une scène complète d’un épisode du bumba-meu-boi: la toilette de Vieirinha, et fait la bataille avec la danse des caboclinhos, et ouvre de l’espace également aux Psaumes 22 et 129, sous le patronage de Bernard Shaw, Frei Manuel Calado, Voltaire, rappelés dans les épigraphes. |
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São Paulo: Agir, 1959 |
A pena e a
lei [La plume et la loi]
Écrite en prose, même si l’on
n’évite pas les vers populaires quand la représentation
dicte le besoin, A pena e a lei, pièce en trois actes,
a son origine en 1951, quand Ariano, dans le sertão de Paraíba,
pendant sa convalescence d’une tuberculose prépare la réception
à sa fiancée Zélia: Escrevi e montei eu mesmo em Taperoá,
com acompanhamento musical de uma orquestra composta de três pífanos
e três tambores – o “zabumba” ou “terno”
de Seu Manuel Campina – uma peça para mamulengos, um entremês
(sic) popular chamado “Torturas de um Coração, ou,
Em Boca Fechada não Entra Mosquito”, cujos personagens
eram alguns dos “tipos” fixos do mamulengo nordestino –
Vicentão, o valente, o Cabo Setenta, o “quengo” negro
Benedito. Os outros dois Marieta e Pedro, pertenciam a meu mundo sertanejo
mítico – que, de certa forma, com o outro se confunde...
* * Pequena explicação sobre a peça. In: A pena e a lei, 4. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1998, p. 25. |
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En 1955, Ariano a écrit
O processo do Cristo Negro [Le procès du Christ
Noir]; avec la représentation de Auto da Compadecida,
la pièce a perdu son sens et n’a pas été
représentée. Plus tard, Ariano a réécrit
Torturas de um coração [Tortures d’un
cœur], qui est passé à A inconveniência
de ter coragem [L’incovénient d’avoir du
courage] et a été représentée par des
comédiens d’un groupe d’ouvriers qui jouaient des
marionnettes de mamulengo.
<< Jornada [Journée]
Ariano Suassuna - José Costa Leite, Universidade Federal da Paraíba,
João Pessoa (PB), 25 jul. 2007. Costa Leite, Idelette Muzart,
Ariano Suassuna. Arc. SvD. |
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Pour construire un autre spectacle, il a été écrit l’entremés O caso do novilho furtado [Le cas du veau volé] et Ariano a réécrit O processo do Cristo Negro qui se transformou no “Auto
da Virtude da Esperança”, terceiro ato de “A Pena
e a Lei”, sendo “A Inconveniência de Ter Coragem”
o primeiro e “O Caso do Novilho” o segundo. Escrevi uma
ligação para elas, procurei dar um sentido ao conjunto
e fiz, desse modo, uma peça em três atos. *
* Pequena explicação sobre a peça. In: A pena e a lei, 4. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1998, p. 27. |
2001 |
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Ariano Suassuna, FLIPORTO, 30 set. 2007. Arc. SvD |
Conçue à partir de la source populaire et résultant de reprises de l’écriture, A pena e a lei illustre le procédé que Santos vérifie dans la poétique armoriale de Suassuna: la réécriture en cascade. * * SANTOS, Idelette Muzart Fonseca dos. O decifrador de brasilidades. Cadernos de literatura brasileira. Ariano Suassuna. São Paulo, Instituto Moreira Salles, n. 10. nov. 2000, p. 100.
De acordo com o cristianismo,
cujo espírito sustenta o dramaturgo e o texto, apenas a morte
resgata o homem da parcela de culpa que identifica o tempo da encarnação.
Daí, se o segundo ato visualiza na maneira de representar a dualidade
da natureza humana, o terceiro libera o homem das contingências
materiais e o devolve na pureza de sua face divina ao diálogo
com o Criador. * * Auto da esperança. In: SUASSUNA, Ariano. A pena e a lei, 4. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1998, p. 11. |
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Mise en scène: Fábio
André – Galpão das Artes,2007 (Limoeiro –
PE) |
O caso do novilho furtado – Mise en scène: Fábio André Galpão das Artes, 2007 (Limoeiro – PE) |
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Dans A pena e a lei,
Ariano discute
Dans A pena e a lei, par exemple, Cheirosa dit ceci: - Vão dizer que você não tem mais imaginação e só sabe fazer agora o Auto da Compadecida. À ce que répond
Cheiroso: |
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Divergences et convergences |
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Alzira, Velho Faceta (artistes de la Pastourelle) et Hermilo Borba Filho. - Janga (PE), 1974. Arc. HBF. |
L’intense participation à la vie culturelle et la production nombreuse en tant qu’auteurs polygraphes ont fait d’Hermilo et d’Ariano des leaders intellectuels qui, dans le processus, ont fait mûrir et approfondir des conceptions politiques, idéologiques et culturelles, quelquefois divergentes, mais toujours à la recherche d’une poétique fondée sur la culture populaire. |
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L’ambiance
intellectuelle à Recife vivait la polémique entre la tradition,
le régionalisme et le modernisme. Après 1964, le débat s’enrichit avec la défense d’un art engagé, par conséquent d’un théâtre tourné vers les problèmes politiques et sociaux et un art intéressé plutôt aux angoisses humaines, en recherchant dans la culture populaire le matériau pour penser critiquement les caractères universels innés à l’être humain. Ariano et Hermilo définissent ainsi les routes définitives de leurs poétiques. |
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Ariano Suassuna entouré de jeunes. UFPB, João Pessoa (PB), 25 jul. 2007. Arc. SvD. |
Ariano, tourné plutôt vers la tradition, l’affirmait déjà dès 1962: ... reencontro a divisa gilbertiana
de que parti e de que pareci me afastar tanto, às vezes: região
e tradição. Talvez, no meu caso, mais tradição
do que região. Ou região porque permite a tradição.
Para mim, o importante é reencontrar os segredos que a arte tradicional
revelou e que estão sendo renegados e esquecidos. Não
para imitá-los, mas para serem o lastro sobre que firmaremos
os pés para a recriação. *
* Apud REIS, Luís Augusto da Veigas. A herança “Regionalista – Tradicionalista – Modernista” no tetaro popular do Nordeste: fraternais divergências entre Ariano Suassuna e Hermilo Borba Filho. Investigações, Recife, Ed. Universitária da UFPE, v.1, n. 1, jan. 2004, 2005, p. 23. |
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En ce qui concerne Hermilo, Luís Augusto da Veiga Reis souligne que Hermilo, ao contrário de Ariano, estava aberto à influência das novas teorias teatrais que iam então se tornando mais conhecidas no Brasil. * [Hermilo, au contraire d’Ariano, était
ouvert à l’influence des nouvelles théories théâtrales
qui se répandaient de plus en plus au Brésil.] * REIS, Luís
Augusto da Veigas. A herança “Regionalista – Tradicionalista
– Modernista” no tetaro popular do Nordeste: fraternais
divergências entre Ariano Suassuna e Hermilo Borba Filho. Investigações,
Recife, Ed. Universitária da UFPE, v.1, n. 1, jan. 2004, 2005,
p. 23. En 1964, Hermilo a dit qu’il étudiait certos teóricos e certos experimentadores, como Jacques Copeau, Antonin Artaud e Bertold Brecht.** [certains théoriciens et certains expérimentateurs,
comme Jacques Copeau, Antonin Artaud et Bertold Brecht.] ** Diálogo do encenador. Recife: Fundaj; Massangana/Bagaço, 2005, p. 146. |
HBF chez lui. Arc. HBF. |
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Persuadé que de la culture populaire l’on peut faire sair um autêntico espetáculo nordestino, [l’on peut faire sortir un authentique spectacle nordestino] Escrevi uma peça dentro
deste espírito. Chama-se A donzela Joana, transportando
Joana d’Arc para o Pernambuco do tempo dos holandeses. É
épica neste sentido, anti-ilusionista (sic) pelos processos empregados
e absolutamente nordestina pelo seu espírito. *
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HBF chez lui. Arc. HBF. |
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Par les limites de ce travail,
ce n’est pas possible d’enquêter les divergences entre
Hermilo et Ariano, car, entre autres mesures, il faudrait reprendre
des concepts comme « moderne », « modernisme »,
« région », « tradition »
et essayer de vérifier leurs signifiés pour les deux auteurs
concernés.
* SANTOS, Idelette Muzart Fonseca dos. O decifrador de brasilidades. Cadernos de literatura brasileira. Ariano Suassuna. São Paulo, Instituto Moreira Salles, n. 10. nov. 2000, p. 97 |
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À propos d’Hermilo
Borba Filho, l’on peut dire qu’il se battait pour un théâtre
du Nordeste, sans pour autant, se limiter à l’exclusivisme
régionaliste. Faisant recours à la Bible et à la
littérature érudite également, il comprenait qu’à
partir du particulier l’on pouvait atteindre une expression universelle,
dès que les angoisses humaines soient transfigurées; il
a cherché cette réalisation non seulement dans sa dramaturgie,
mais aussi dans ses romans et contes.
Reis nous apprend-il Não somente na dramaturgia, mas também na prosa produzida pelos dois idealizadores do TPN, percebe-se a clara determinação de erguer uma ponte entre o moderno e o tradicional em prol de uma arte voltada para as cores e para as dores próprias da região.* * REIS, Luís Augusto da Veigas. A herança “Regionalista – Tradicionalista – Modernista” no tetaro popular do Nordeste: fraternais divergências entre Ariano Suassuna e Hermilo Borba Filho. Investigações, Recife, Ed. Universitária da UFPE, v.1, n. 1, jan. 2004, 2005, p. 22 |
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Conscients de leurs différences, chacun parle/parlait d’une manière positive de l’autre. Ariano, à propos de la période de l’expérience du TEP, a dit: Nesse grupo, a figura
mais importante era Hermilo Borba Filho. [...] Tinha um conhecimento
espontâneo tanto da teoria quanto da própria dramaturgia.
Ele conhecia o teatro do mundo todo. Era alucinado por teatro.*
* Apud REIS, Luís
Augusto da Veigas. A herança “Regionalista – Tradicionalista
– Modernista” no tetaro popular do Nordeste: fraternais
divergências entre Ariano Suassuna e Hermilo Borba Filho. Investigações,
Recife, Ed. Universitária da UFPE, v.1, n. 1, jan. 2004, 2005,
p. 23. |
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Ariano Suassuna, Leda Alves et des amis hermiliens. Commission des organizateurs des fêtes de 90 ans de la naissance d’Hermilo Borba Filho, Teatro de Santa Isabel (Recife –PE), 24 jan. 2007. Arc. SvD. |
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Et Hermilo a dit ceci:
Enquanto Ariano Suassuna, que considero o maior dramaturgo da língua, renovou o teatro brasileiro através das histórias do povo, do cancioneiro, do romanceiro, eu tenho a pretensão de querer renovar o nosso espetáculo, partindo dos espetáculos populares. Tudo isto ficará provado ou não se um dia A donzela Joana for apresentada ao público.*
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Affiche de Donzela Joana. Bruno, 1978. Col. SvD. |
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Hermilo savait qu’Ariano avait également raison et a mis en scène plusieurs des pièces de son ami, et il a choisi de mettre en scène A pena e a lei, pour inaugurer l’expérience du TPN, au Teatro do Parque (Théâtre du Parc) (Recife – PE), en 1960. |
A pena e a lei (Ariano Suassuna). Inauguration du TPN – Teatro do Parque (Recife – PE), 1960. Mise en scène: Hermilo Borba Filho. Acteurs: José Pimentel, Leonel Albuquerque, Baby da Rosa Borges, Clênio Wanderley. Arc. HBF. |
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Hermilo et Ariano, chacun à
sa façon, construisent des poétiques qui dialoguent avec
la culture populaire dans l’espace transtextuel. |
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Université Paris X –
Nanterre Remerciements à Idelette, la critique
d’Ariano Suassuna et la sensible lectrice d’Hermilo Borba
Filho, Matériel
didactique. Reproduction interdite |
| Midi: Branca - Zequinha de Abreu |