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NOITE CARIOCA Lançamento de livros 16 - 4 - 2009
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Ensaio Capa: Rubenal Hermano |
Poemas Capa: Leonardo Hermano |
| São Paulo: Navegar, 2008 |
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(Re)Versos. Apresentação Apresentar um livro de poemas não é
tarefa muito simples. Muitas vezes o apresentador antecipa informações
demais ao futuro leitor, e é como se lhe dissesse o que deve
perceber e/ou sentir ao ler o livro. Mas poesia não funciona
assim. Só ao longo da leitura e da releitura dos textos é
que a poesia ali trabalhada vai tocando a sensibilidade do leitor, fazendo-o
penetrar, aos poucos, no devaneio do/da poeta. Aglaé Fernandes (João Pessoa - NOITE CARIOCA - 16 abr. 2009) |
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Uma releitura de Calvino Rinaldo de Fernandes Concisão: sétima proposta para este milênio, publicado em 2008 pela Nagevar Editora (SP), é um curto, ousado e original ensaio de Sônia Maria van Dijck Lima. Ítalo Calvino propôs seis valores ou qualidades que, por lhe serem “particularmente caros”, devem ser “preservados” na e pela literatura. São os seguintes: leveza, rapidez, exatidão, visibilidade, multiplicidade e consistency (este último não chegou a ser desdobrado pelo autor). Sônia van Dijck, em seu ensaio (cujo preparo ou motivação veio de um curso a ser ministrado, no ano letivo 2008/09, na Universidade Paris X/Nanterre), aplica Calvino a uma série de poetas do modernismo brasileiro: Mário de Andrade, Ascenso Ferreira, Sérgio de Castro Pinto e Oswald de Andrade. Aplica como modo de exposição, como método para exemplificar, em poemas desses autores, cada uma das propostas de Calvino. Neste passo, o ensaio é claro, objetivo, mostrando como, por vezes, num mesmo texto (a exemplo de “Inspiração”, de Mário de Andrade, ou mesmo “O gênio da Raça”, de Ascenso Ferreira), as propostas se conciliam para dar maior substância ou valor ao poema. A lógica argumentativa da ensaísta leva-a, em determinado momento, a dar maior destaque à rapidez, de onde irá extrair a categoria proposta no título do ensaio. Aqui, após comentário elucidativo acerca do “caráter sintético” dos poemas “Tietê”, de Mário de Andrade, e “Geração 60”, de Sérgio de Castro Pinto, o interesse principal da ensaísta fica claro – ela quer fixar uma nova proposição: a da concisão. Como isto será feito? Sônia começa afirmando: “vejo a possibilidade de uma sétima proposta e sobre a qual ele [Calvino] não se deteve em anotações específicas”. Na definição do que seja rapidez, a ensaísta cita o próprio Calvino, que diz: “A rapidez e a concisão do estilo agradam porque apresentam à alma uma turba de idéias simultâneas, ou cuja sucessão é tão rápida que parecem simultâneas, e fazem a alma ondular numa tal abundância de pensamento, imagens ou sensações espirituais, que ela ou não consegue abraçá-las todas de uma vez nem inteiramente a cada uma, ou não tem tempo de permanecer ociosa e desprovida de sensações”. Para Sônia, por não ter sido destacada como uma qualidade a ser “preservada” na e pela literatura, a concisão é um conceito incompleto ou incerto na obra de Calvino. Por dois motivos: 1) em Calvino, a concisão é entendida “como brevidade do texto”; 2) para Calvino, a concisão é “um dos constituintes da rapidez”. Então – e vem agora o momento conceitualmente mais importante do ensaio (posto eficazmente já para o final do texto, gerando expectativa no leitor) – a ensaísta argumenta: “CONCISÃO: capacidade de o texto falar sobre vários assuntos e remeter a outros textos ou a diversos elementos culturais, em um exercício realizado no espaço hipertextual, cultivando ou não a rapidez da expressão, com o objetivo de nova significação. [...] Independentemente de sua extensão, o texto pode ser conciso, desde que se agencie na síntese da variedade de textos ou de elementos culturais, que pretenda confirmar ou criticar em sua nova significação. Seus constituintes só podem ser identificados analiticamente, pois se ocultam na opacidade hipertextual, pretendendo oferecer ao leitor um significado a ser apreendido – recebido – metaforicamente.” Tudo aí está dito. Ou melhor: proposto. Temos, assim, feita com simplicidade e elegância, uma contribuição teórica das mais instigantes. (João Pessoa - NOITE CARIOCA - 16 abr. 2009) Publicado in RASCUNHO, Curitiba, 21 jul. 2009. Rodapé. - www.rascunho.com.br www.rinaldofernandes.blog.uol.com.br |
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Eu
deveria ter vindo aqui munido de um habeas corpus preventivo.
Receio cometer um delito – a prática da prolixidade ao falar
de uma autoridade em concisão. Mas não estamos em Brasília,
onde esse instrumento jurídico anda muito em voga ultimamente. Sônia Maria van Dijck Lima. A primeira vez que li este nome foi ao receber, em Natal, um exemplar de Um cavalheiro da segunda decadência: busca degradada de valores autênticos, pioneiro estudo de grande envergadura da obra de Hermilo Borba Filho. |
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Era agosto de 1981. Seu livro, Sônia, me foi ofertado pelo bibliófilo Maurílio de Almeida. Três anos depois, visitei na Casa de Rui Barbosa a exposição “Confluências: Trilhas de vida e de criação”, com peças originais do Arquivo de Guimarães Rosa, incorporado ao Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. Novamente encontro o nome de Sônia van Dijck, então compondo a equipe de pesquisadores envolvidos naquele evento. O catálogo da exposição foi por ela enriquecido com a “Cronologia de vida e obra” do homenageado. Somente em 1989, quando de minha admissão no Mestrado em Letras da UFPB, tive a honra – e por que não confessá-lo? a emoção – de conhecer pessoalmente a pesquisadora que eu começara admirar. |
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A partir de então,
durante as aulas e em seu “ambiente”, como se denominava a
sala em que nos reuníamos para nossos papos em torno de pesquisas,
seminários, monografias e, mais tarde, da dissertação
de Mestrado, foram se intensificando entre nós a afinidade, a amizade,
a cumplicidade que neste 2009 completam 20 anos! Roberto da Silva (João
Pessoa - NOITE CARIOCA
- 16 abr. 2009) |
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Queridos todos, |
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Bem... Aos que
vieram para este nosso encontro, fico grata pela oportunidade de nos reunirmos
e espero que também revejam amigos que andavam ocupados, mas que
hoje podem ser reencontrados. Sônia van Dijck (João Pessoa - NOITE CARIOCA - 16 abr. 2009) |
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| Para adquirir os livros: Casa do Livro (Centro de Vivência - UFPB - Campus I) ou
pela internet mailto |
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