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Sônia Maria van Dijck Lima - Universidade Estadual de Feira de Santana (Bahia - Brasil) - 2011 Em demanda de nova expressão do Modernismo ao século XXI Resumo |
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Se não falo
com ninguém, deixo marcas, porque me qualifico como alguém
que não (Italo Calvino. Se um viajante numa noite de inverno)
Trad. Nilson Moulin |
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As seis propostas de Calvino Nas conferências que teria proferido na Universidade de Harvard (ano letivo 1985-86), publicadas postumamente como Seis propostas para o próximo milênio. Lições americanas (1990), Italo Calvino, na abertura, diz:
leveza, rapidez, exatidão, visibilidade, multiplicidade; a sexta proposta ficou sem ser desenvolvida: consistency |
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| Calvino visitou a literatura desde Ovídio, Boccaccio, Shakespeare, Leopardi, passando por seus contemporâneos como Jorge Luis Borges, sem deixar de lado a mitologia e as narrativas medievais, e buscando situações em sua própria obra. |
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| Releituras à luz de Calvino Retomo alguns nomes da Literatura brasileira, do Modernismo* ao século XXI, procurando verificar a presença dos valores citados por Calvino. Verifico, em outras manifestações artísticas, essa mesma demanda de uma nova linguagem na obra de arte. As qualidades conceituadas por
Calvino passam a ser valores estéticos e não apenas literários.
*Tomo como marco histórico do modernismo brasileiro a realização da Semana de Arte Moderna, em São Paulo, em fevereiro de 1922. (Bosi, 1995) |
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| Modernistas brasileiros da primeira hora e em sintonia com as vanguardas históricas do início do século XX: - atitude estética que rompesse com o penumbrismo fin de siècle, - busca de novas formas de expressão, capazes de refletir ou de estar em sintonia com o tempo da máquina, da velocidade, da fábrica, da eletricidade, do desenvolvimento da vida urbana, marcas da modernidade chegada às terras brasílicas. Criadores do século XXI: - aprofundamento das conquistas estéticas das vanguardas históricas, para falar das angústias humanas, em tempos de rede mundial de conflitos e de informação imediata. A criação artística precisa usar uma linguagem provocadora de estranhamento em sua opacidade, recorrendo a expressões, temáticas, suportes, materiais, capazes de provocar prazer estético, mantendo a densidade na economia do texto.
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| Síntese realista realizada por Tarsila do Amaral em
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R a p i d e z
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M u l t i p l i c i d a d e
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MULTIPLICIDADE
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| Negros festejam à sombra de uma Tour Eiffel de fantasia, em uma paisagem cuja perspectiva recorre à superposição de formas, e que é notadamente brasileira na presença da palmeira, mas sem menção a arranha-céus, de modo a sugerir a cidade do passado, até mesmo nos Arcos da Lapa, e cercada pela muralha da Serra do Mar. Nas duas composições de Tarsila, vemos um forte acento lúdico (nas cores, nas formas esquemáticas), uma vez que os espaços representados estão interiorizados; esse ludismo de Tarsila contribui para a leveza das cenas e permite a síntese na livre reunião da multiplicidade de sugestões da realidade. |
| Calvino lembra o peso como valor oposto à leveza, salientando que tal característica não significa menor valor estético, mas que nos leva a apreciar a leveza. |
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Os versos de Mário de Andrade oferecem traços da vida urbana de São Paulo, demonstrando visibilidade de aspectos múltiplos, em breves pinceladas. O toque de leveza está na lembrança do “verso de Crisfal”, cuja menção altera a paisagem do “De Profundis”, vista, então, como iluminada e leve - "Um raio de Sol arisco/Risca o chuvisco ao meio."- e já fragmentada em sua recente modernidade*.
*Sobre a fragmentação que caracteriza a modernidade, lembro Berman (2005). |
| Tarsila do Amaral - peso da vida urbana na modernidade
Tarsila do Amaral. Operários (1924)
No lugar de cores primárias (que remetem à alegria, à festa, ao lúdico), a artista carregou no ocre das figuras humanas, que se tornam anônimas no compacto da composição geométrica, tendo ao fundo o cinzento da produção industrial (fumaça na chaminé). Progresso e despersonalização são substâncias da crítica de Tarsila do Amaral, que, graças à visibilidade e à multiplicidade, não precisa de um prolixo manifesto revolucionário. O peso da composição, múltipla de significados, assegura a permanência de sua significação na globalização do século XXI.
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| Leveza no bonde de Oswald de Andrade |
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| São Paulo – 1920 |
Rio de Janeiro - 1920 |
“Dlendlena” >>> imagem sonora do sininho que era usado como advertência (partida, parada – e com função de buzina), mas que também remete ao deslizar da máquina sobre os trilhos. O neologismo oswaldiano imprime leveza ao quadro Bonde - veículo urbano >>> barco deslizante sobre a água (“transatlântico”) Transatlântico >>> lembrança cosmopolita - contato com a Europa Multiplicidade da cidade grande ("transatlântico mesclado" - "Prostretutas e famias") - invenção de uma palavra (“Prostretutas”) – cidade que se sabe afastada dos centros mais civilizados, graças ao registro popular brasileiro “famias”. |
| E lá vai o bonde, oferecendo a leveza da luz (“esguicha luz”), enquanto continua seu trajeto, graças à ausência de pontuação. |
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Tarsila do Amaral. A Gare. 1924 |
E lá vai chegando ou partindo o trem de Tarsila do Amaral em A Gare (1924), colorida para dar lugar à fantasia que alimenta a composição de um trenzinho de brinquedo em uma estação que remete às estações de Paris , desde o título da obra: A Gare. Galicismo marcado por elementos marcantes da vida urbana a chaminé, a fábrica, a eletricidade.
LEVEZA no trenzinho de Tarsila do Amaral. MULTIPLICIDADE de elementos da paisagem urbana. VISIBILIDADE de elementos da modernidade.
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| A cidade, a máquina, o homem comum e anônimo, as criaturas da vida urbana, sem tinturas de nobreza ou de heroicidade >>> Modernismo - Século XX Contemplação poética das experiências humanas >>> com leveza, rapidez, exatidão, visibilidade, multiplicidade. |
| Arte da síntese
Mário de Andrade retoma a História, desde a chegada dos portugueses - “As embarcações singravam rumo do abismal! Descaminho...” - à expansão do domínio da metrópole portuguesa ("" Povoar!") até o desencanto com a contemporaneidade - “o hoje das turmalinas!...” Toda a aventura bandeirante: “Arroubos... Lutas... Setas... Cantigas... Povoar!” A entrada na modernidade é trazida do ponto de vista estético - “Ritmos de Brecheret!..." - marcada com “sacrifício”, diante da História e da mudança de atitude estética, nem tão bem vista pela crítica da época, que recebeu tão mal os trabalhos de Anita Malfatti *, em 1917 - "E a santificação da morte!” * Sobre a exposição de Anita Malfatti, em 1917, ver Brito. O estopim do modernismo. 1971, p. 40-72. |
| RAPIDEZ E CONCISÃO |
| Italo Calvino traduziu em valores os objetivos e as metas da literatura para este milênio, e como parte da natureza do texto literário. É impossível saber o que Calvino diria sobre a Consistency. Se algum teórico tentar estabelecer esse conceito, será uma nova formulação, que jamais poderá traduzir o pensamento de Calvino, ainda que pretenda preencher uma falta.* Portanto, interessa-me uma nova proposição. * Lima, 2008. |
| “Arroubos... Lutas... Setas... Cantigas... Povoar!” (Mário de Andrade)
(Mário de Andrade)
A aventura bandeirante em um monumento. |
Victor Brecheret. Monumento às Bandeiras. 1954 * * O projeto foi apresentado
em 1920. |
| Retomando as formulações de Calvino, vejo a possibilidade de uma sétima proposta e sobre a qual ele não se deteve em anotações específicas. |
| Discorrendo sobre a rapidez, Calvino cita Leopardi:
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| Interessado em falar de rapidez, Calvino não destacou a concisão como um valor a ser preservado na e pela literatura. O exemplo por ele citado leva-me a crer que entendia concisão como brevidade do texto (“uma só frase, ou de uma linha apenas, se possível”). Ou seja: compreendia a concisão como um dos constituintes da rapidez, e não como um valor a ser especial e particularmente cultivado e preservado no e pelo texto literário. * * Lima, 2008 |
| Texto artístico >>> unidade de significação >>> seus elementos entrelaçam-se, confundem-se, afirmam-se mutuamente, e só didaticamente podem ser analisados, de modo isolado, seus valores ou qualidades ou especificidades.* * Lima, 2008 |
| Os valores conceituados por Calvino aproximam-se, confundem-se, reafirmam-se, ainda que nem todos possam ser verificados em todos os textos. Cada texto pode sempre guardar seus procedimentos preferidos para a abordagem do leitor, escolhendo uma estratégia ou combinando diversas estratégias – ou os valores conceituados por Calvino. * * Lima, 2008 |
Sobre este verso disse o poeta-teórico do Modernismo brasileiro, em seu “Prefácio interessantíssimo” :
Mário de Andrade, interessado em aspectos técnicos vindos do futurismo, explica seu verso substantivo, que prima pela rapidez das informações que se sucedem, como acumulação de significados, a partir de palavras aparentemente soltas. Como cada palavra não esquece a anterior, o conjunto ganha a densidade na lembrança da aventura bandeirante. Portanto, não basta verificar a rapidez
da expressão poética. Sendo assim, o valor da concisão não se esgota na brevidade do texto. |
Os versos de Castro Pinto, que desde o início remetem à colonização do Novo Continente, lembram Espanha e Portugal nas Américas, aludindo ao paraíso buscado, contido na lembrança do papagaio (Robinson Crusoe???) do rótulo da bebida (rum Montilla), que também lembra o Caribe da ilha da utopia (“o papagaio era calado./o cuba-libre nos prendia”) e os piratas da rota das Américas na exploração de matérias primas (“montilla”, “barris de carvalho”). Traduzem a história de uma geração: “o cuba-libre” remete à bebida que se tornou emblemática das noitadas em que se reformava o mundo..., rumo ao socialismo..., e que custava pouco para o bolso dos universitários militantes contra a ditadura militar, em busca de um admirável mundo novo. Falam da perda da utopia, cultivada por uma
geração como compromisso político (“o cuba-libre
nos prendia.”), no jogo com a “carta branca” - garantia
da qualidade do rum, que, no poema, remete à liberdade de idéias
e de ação, ao desejo de liberdade e à falação
nas mesas dos bares, regados pelos goles de rum com Coca-cola -, e com
a carta de alforria dos escravos (concedida pelo senhor ou comprada
pelo cativo), como sonho de liberdade, que culmina na alusão
ao padrão de garantia de qualidade da promessa de futuro (“e
em barris de carvalho”), que não tem esperança,
que se perdeu na perda do sonho, na marcha da História, na desilusão
de uma geração (“geração 60”)
anunciada no título e que “e em barris de carvalho/ o tempo
envilecia.” Muitos textos cruzam-se em “geração 60”, conferindo densidade ao poema. *
* Trechos de Lima, 2008. |
| Concisão: sétima proposta |
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Quando Calvino se refere ao que ele nomeia como “hiper-romance” (usando Georges Perec como exemplo), diz que se trata do “romance extremamente longo mas construído com muitas histórias que se cruzam” e louva os grandes ciclos à la Balzac. (Calvino, 1990, p. 135). A poesia não precisa, necessariamente, alongar-se para ser construída com muitos textos que se cruzem, para ser hipertexto (Genette, 1982), como se pode verificar no texto de Castro Pinto. E como pode ser encontrado em Oswald de Andrade: |
Versos livres e brancos - acento lúdico - lirismo irreverente - metalinguagem. |
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Pão de Açúcar (Rio de Janeiro) |
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| Brasilidade (Pão de Açúcar >> “cartão postal” do Rio de Janeiro >> Brasil) |
| HIPERTEXTO – construído
com outros textos; - História (colonização,
engenhos de açúcar) C O N C I S Ã O >>> |
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| Inspirada "oração": "Dai-nos Senhor/A Poesia/De Cada Dia" >>> Poesia = Paz (inspiração para o século XXI) |
| CONCISÃO: capacidade de o texto falar sobre vários assuntos e remeter a outros textos ou a diversos elementos culturais, em um exercício realizado no espaço hipertextual, cultivando ou não a rapidez da expressão, com o objetivo de nova significação.* * Lima, 2008 |
| Helena Parente Cunha >>> trânsito no espaço hipertextual -- retoma a poesia da Idade Média
O texto fala do passado – do tempo perdido – reflexão sobre a morte – presença da morte (pedras – emparedam) - multiplicidade de elementos (vento – nomes – coisas) – leveza e peso (vento X pedras) HIPERTEXTO ubi sunt...? François Villon: "Ballade des dames du temps jadis" C O N C I S Ã O |
| Concisão >>> decorre da reunião de textos diversos ou de uma variedade de elementos culturais, que não são reescritos e nem discutidos, em obediência à economia do texto. O significado do texto (hipertexto) é novo, e ao mesmo tempo guarda todos os significados de que se alimenta, o que lhe confere densidade. * Esse cruzamento de textos pode ser construido, propositalmente, com materiais radicalmente diferentes poema <–> pedras, por exemplo * Lima, 2008 |
| TEXTO A
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TEXTO B
Valéria Françolin. Colar em ouro e turmalina bruta (2010) Foto: Bruno Póvoa |
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LEVEZA - DESPOJAMENTO - SIMPLICIDADE de LINHAS - LUXO - REQUINTE JOIA: poder, riqueza, expressão do feminino (colar) |
| “Ouvi muitas vezes essa pergunta: Como surge a inspiração? Já a respondi de muitas formas. Hoje, depois de meses de vazio, tenho outra resposta: ela não surge, ataca. Saía de um encontro de escritores com o novo livro de Carmen Vasconcelos nas mãos. Abri-o premonitoriamente e li: 'nada (sic) dentro de mim me anima a desafiar o acabar das coisas'. Assim, simples e naturalmente, imagino a primeira peça da minha nova coleção, que não poderia ter outro nome senão Poesia.” (Françolin. Catálogo da exposição “Joias contemporâneas”, Natal, nov. 2010.) |
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TEXTO A
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TEXTO B
Valéria Françolin. Brinco em ouro fosco (2010) Foto: Bruno Póvoa DESPOJAMENTO - SIMPLICIDADE de LINHAS - LUXO - REQUINTE |
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| TEXTO A
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TEXTO B
Valéria Françolin – Colar em prata e couro (2010) Foto: Bruno Póvoa RAPIDEZ - DESPOJAMENTO - LIBERDADE DE EXPRESSÃO
(couro) - SIMPLICIDADE DE LINHAS |
| A comparação não resulta em concisão. * |
A concisão identifica-se com a metáfora. * |
* Lima, 2008. |
| Desde antes da tradição do hai kai, passando pelos Calligrammes de Apollinaire, por Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Ascenso Ferreira, Haroldo de Campos, Paulo Leminsk, Sérgio de Castro Pinto, Carmen Vasconcelos, Tarsila do Amaral, Valéria Françolin e tantos outros, a concisão tem sido buscada pelos artistas. Do mesmo modo, as relações transtextuais fazem parte da tradição da arte em várias eras; basta lembrar Boccaccio ou Picasso, para termos essa certeza. |
| Temos visto, até aqui,
a transtextualidade em sua realização hipertextual, em
situações como: Além da leveza ou da rapidez ou da multiplicidade ou da exatidão ou da visibilidade que caracterizam essas criações, a concisão marca os vários hipertextos que foram vistos. Convenção: t A = primeiro texto; t B = hipertexto (segundo texto) |
| Um exemplo de
literatura criada a partir de obra de arte: |
| TEXTO A
Paul van Dijck. Bronze. S. título, 19... Foto: Sônia van Dijck |
TEXTO B
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| Assim publicado in DIJCK, Sônia van. (Re)Versos, 2008 HIPERTEXTO - CONCISÃO t A / t B >>> leveza - rapidez - exatidão - visibilidade - CONCISÃO t B = guarda valores de t A e amplia sua significação |
| Nesses tempos de tecnologia em busca da comunicação eficiente e eficaz, com o máximo de informação – e já estamos no século XXI –, a concisão é um dos valores da arte, que se afirma como desafio para os criadores, nas trilhas da hipertextualidade, e que deve ser preservado. Afinal, o texto artístico é estimado como metafórico.
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| REFERÊNCIAS ANDRADE, Mário de (1987). Poesias completas. Ed. Crítica de Diléa Zanotto Manfio. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo. ANDRADE, Oswald de (1982). Cadernos de poesia do aluno Oswald. Poesias reunidas. São Paulo: Círculo do Livro. BERMAN, Marshall (2005). Tudo que é sólido desmancha no ar. Trad. Carlos Felipe Moisés e Ana Maria L. Ioratti. São Paulo: Companhia das Letras. BOSI, Alfredo (1995). História concisa da literatura brasileira, 3ª ed. São Paulo: Cultrix. BRITO, Mário da Silva (1971). Antecedentes da Semana de Arte Moderna, 3ª ed., rev. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. CALVINO, Italo (1990). Seis propostas para o próximo milênio. Lições americanas. Trad. Ivo Barroso. São Paulo: Companhia das Letras. ________________ (2003). Se um viajante numa noite de inverno. Trad. Nilson Moulin. São Paulo: Planeta De Agostini. DIJCK, Sônia van (2008). (Re)Versos. São Paulo: Navegar. FRANÇOLIN, Valéria (2010). Joias contemporâneas. Natal, nov. Catálogo de exposição. GENETTE, Gérard (1982). Palimpsestes: la littérature au second degré. Paris : Seuil (Coll. Poétique). LIMA, Sônia Maria van (2008). Concisão. Sétima proposta para este milênio. São Paulo: Navegar. PINTO, Sérgio de Castro (1983). Domicílio em trânsito. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. ------------------------ e TAVARES, Flávio (1996). A quatro mãos. João Pessoa: ANPOLL; Ed. Universitária. Na web http://www.oulipo.net/oulipiens/document2565.html - acesso ago. 2008 http://www.joiabr.com.br/artigos/acont.html - acesso jan. 2011 http://www.katesjewelry.com.br/ - acesso fev. 2011 http://www.suapesquisa.com/biografias/mariodeandrade/ - acesso ago. 2008 http://pt.wikipedia.org/wiki/Oswald_de_Andrade - acesso ago. 2008 http://www.sobresites.com/poesia/poeta/sergio-castro-pinto.html - acesso nov. 2010 http://www.valeriafrancolin.com.br/colar.php - acesso fev. 2011 Junho 2011 |
| Imagens: 1) Capturadas na internet. 2) Fotos: Bruno Póvoa; Sônia van Dijck 3) Bico de pena Flávio Tavares. In: A quatro mãos. 1996. Original Col. Sérgio de Castro Pinto Página para uso didático. Reprodução proibida.* Criação da página: Sônia van Dijck * Esta página não tem finalidade comercial. Se algum autor aqui citado ou seu herdeiro se sentir prejudicado, basta fazer contato com a RESPONSÁVEL , e o texto ou a imagem sairá imediatamente da página. |
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Disciplina ministrada no curso de pós-graduação Literatura e Diversidade Cultural Universidade Estadual de Feira de Santana (Bahia - Brasil) - junho 2011 - |